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Comentário à Liturgia do III Domingo da Quaresma - Ecclesia

Comentário à Liturgia do III Domingo da Quaresma - Pe. Manuel Barbosa

Liturgia e Comentários do III Domingo da Quaresma do Ano C

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Mesa de palavras (Textos de D. António Couto) 

Estamos no tempo da Quaresma, que se prolongará desde a passada 1uarta-feira de cinzas até à Missa da Ceia do Senhor. Ao longo deste tempo, que se estende por 40 dias, somos convidados a uma permanente conversão, a uma caminhada mais aprofundada que vá de encontro ao caminho que Jesus nos testemunhou e nos propõe. É o tempo que nos ajuda a preparar a celebração da Páscoa!

A cor deste tempo litúrgico é o roxo que significa uma atitude de penitência, arrependimento e conversão.

O tempo da Quaresma é por excelência um tempo de perdão e da reconciliação fraterna. Cada dia, durante a nossa vida, somos convidados por Deus a retirar dos nossos corações o ódio, o rancor, a inveja e aquilo que nos afasta de Dele e dos irmãos. Na Quaresma somos convidados a reflectir e amar a Cruz de Jesus. Com isto aprendemos também a tomar nossa cruz com tranquilidade para que o Reino habite o mundo em cada dia.

A duração da Quaresma de 40 dias é uma simbologia Bíblica. Recordemos: os quarenta dias do dilúvio, os quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, os quarenta dias e Moisés e de Elias na montanha, os quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública…

Evangelho de quarta-feira de cinzas e sentido do ritual das crinzas

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tende cuidado em não praticar as vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Aliás, não tereis nenhuma recompensa do vosso Pai que está nos Céus. Assim, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Quando deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita, para que a tua esmola fique em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. Quando rezardes, não sejais como os hipócritas, porque eles gostam de orar de pé, nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando rezares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a ecompensa. Quando jejuardes, não tomeis um ar sombrio, como os hipócritas, que desfiguram o rosto, para mostrarem aos homens que jejuam. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, para que os homens não percebam que jejuas, mas apenas o teu Pai, que está presente em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa».

Jesus, no evangelho, mostra-nos qual deve ser a nossa atitude quando praticamos obras de penitência (tais como a esmola, a oração, o jejum), e insiste na rectidão interior, garantida pela intimidade com o Pai. Era essa a atitude e a orientação do próprio Jesus em todas as suas palavras e obras. Nada fazia para ser admirado pelos homens. Nós podemos ser tentados a fazer o bem para obtermos a admiração dos outros. Mas essa atitude, por um lado, fecha-nos em nós mesmos, por outro lado projecta-nos para fora de nós, tornando-nos dependentes da opinião dos outros.

Há, pois, que fazer o bem porque é bem, e porque Deus é Deus, e nos dá oportunidade de vivermos em intimidade e solidariedade com Ele, para bem dos nossos irmãos. Estar cheios de Deus, viver na sua presença, é a máxima alegria neste mundo, e garante-nos essa mesma situação, levada à perfeição, no outro.

A imposição das cinzas é um rito penitencial e chama a atenção de cada homem para a “própria realidade”:

lembra-te que és pó e ao pó hás – de voltar”.

Mas também chama cada um à renovação interior:

arrependei-vos e acreditai no Evangelho”.

A cinza é o fruto da “ queima” de ramos de oliveira benzidos no domingo de ramos.

Com a imposição das cinzas, os cristãos iniciam o tempo estabelecido para a purificação do espírito.

Este rito penitencial vem da tradição bíblica e tem-se mantido nos costumes da igreja universal, significa a condição do homem… e expressa a vontade interior de conversão. Com este rito, o homem inicia o caminho da sua conversão que tem a sua meta na reconciliação com o Pai.

Quaresma: oração, jejum, caridade, partilha, reflexão sobre a palavra de Deus.

Salmo 51 - composto a partir do salmo por Gregorio Allegri (sec.XVII)

Salmo 51 para rezar na Quaresma

 51 (50) PRECE DE UM CORAÇÃO CONTRITO (MISERERE)

Salmo individual de súplica. Tradicionalmente é conhecido como o “Miserere”, palavra com a qual começa, na sua tradução latina, a Vulgata. É o salmo mais conhecido sobre o arrependimento. Dado tratar do arrependimento pelo pecado, pertence ao número dos “salmos penitenciais”. Aceitando a sua relação com David, como aparece no título (v.1-2), terá de se considerar os dois últimos versículos como um acrescento dos tempos posteriores ao Exílio.

1Ao director do coro. Salmo de David.
2Quando o profeta Natan foi ao seu encontro,

depois do adultério com Betsabé.
3Tem compaixão de mim, ó Deus, pela tua bondade;

pela tua grande misericórdia, apaga o meu pecado.
4Lava-me de toda a iniquidade;

purifica-me dos meus delitos.
5Reconheço as minhas culpas

e tenho sempre diante de mim os meus pecados.
6Contra ti pequei, só contra ti,

fiz o mal diante dos teus olhos;
por isso é justa a tua sentença

e recto o teu julgamento.
7Eis que nasci na culpa

e a minha mãe concebeu-me em pecado.
8Tu aprecias a verdade no íntimo do ser

e ensinas-me a sabedoria no íntimo da alma.
9Purifica-me com o hissope e ficarei puro,

lava-me e ficarei mais branco do que a neve.
10Faz-me ouvir palavras de gozo e alegria

e exultem estes ossos que trituraste.
11Desvia o teu rosto dos meus pecados

e apaga todas as minhas culpas.
12Cria em mim, ó Deus, um coração puro;

renova e dá firmeza ao meu espírito.
13Não me afastes da tua presença,

nem me prives do teu santo espírito!
14Dá-me de novo a alegria da tua salvação

e sustenta-me com um espírito generoso.
15Então ensinarei aos transgressores os teus caminhos

e os pecadores hão-de voltar para ti.
16Ó Deus, meu salvador, livra-me do crime de sangue,

e a minha língua anunciará a tua justiça.
17Abre, Senhor, os meus lábios,

para que a minha boca possa anunciar o teu louvor.
18Não te comprazes nos sacrifícios

nem te agrada qualquer holocausto que eu te ofereça.
19O sacrifício agradável a Deus é o espírito contrito;

ó Deus, não desprezes um coração contrito e arrependido.
20Pela tua bondade, trata bem a Sião;

reconstrói os muros de Jerusalém.
21Então aceitarás com agrado os sacrifícios devidos,
os holocaustos e as ofertas;

então serão oferecidos novilhos no teu altar.

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
PARA A QUARESMA DE 201
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«A criação encontra-se em expetativa ansiosa,
aguardando a revelação dos filhos de Deus»
(Rm 8, 19)

Queridos irmãos e irmãs!

Todos os anos, por meio da Mãe Igreja, Deus «concede aos seus fiéis a graça de se prepararem, na alegria do coração purificado, para celebrar as festas pascais, a fim de que (…), participando nos mistérios da renovação cristã, alcancem a plenitude da filiação divina» (Prefácio I da Quaresma). Assim, de Páscoa em Páscoa, podemos caminhar para a realização da salvação que já recebemos, graças ao mistério pascal de Cristo: «De facto, foi na esperança que fomos salvos» (Rm 8, 24). Este mistério de salvação, já operante em nós durante a vida terrena, é um processo dinâmico que abrange também a história e toda a criação. São Paulo chega a dizer: «Até a criação se encontra em expetativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus» (Rm 8, 19). Nesta perspetiva, gostaria de oferecer algumas propostas de reflexão, que acompanhem o nosso caminho de conversão na próxima Quaresma.

1. A redenção da criação

A celebração do Tríduo Pascal da paixão, morte e ressurreição de Cristo, ponto culminante do Ano Litúrgico, sempre nos chama a viver um itinerário de preparação, cientes de que tornar-nos semelhantes a Cristo (cf. Rm 8, 29) é um dom inestimável da misericórdia de Deus.

Se o homem vive como filho de Deus, se vive como pessoa redimida, que se deixa guiar pelo Espírito Santo (cf. Rm 8, 14), e sabe reconhecer e praticar a lei de Deus, a começar pela lei gravada no seu coração e na natureza, beneficia também a criação, cooperando para a sua redenção. Por isso, a criação – diz São Paulo – deseja de modo intensíssimo que se manifestem os filhos de Deus, isto é, que a vida daqueles que gozam da graça do mistério pascal de Jesus se cubra plenamente dos seus frutos, destinados a alcançar o seu completo amadurecimento na redenção do próprio corpo humano. Quando a caridade de Cristo transfigura a vida dos santos – espírito, alma e corpo –, estes rendem louvor a Deus e, com a oração, a contemplação e a arte, envolvem nisto também as criaturas, como demonstra admiravelmente o «Cântico do irmão sol», de São Francisco de Assis (cf. Encíclica Laudato si’, 87). Neste mundo, porém, a harmonia gerada pela redenção continua ainda – e sempre estará – ameaçada pela força negativa do pecado e da morte.

2. A força destruidora do pecado

Com efeito, quando não vivemos como filhos de Deus, muitas vezes adotamos comportamentos destruidores do próximo e das outras criaturas – mas também de nós próprios –, considerando, de forma mais ou menos consciente, que podemos usá-los como bem nos apraz. Então sobrepõe-se a intemperança, levando a um estilo de vida que viola os limites que a nossa condição humana e a natureza nos pedem para respeitar, seguindo aqueles desejos incontrolados que, no livro da Sabedoria, se atribuem aos ímpios, ou seja, a quantos não têm Deus como ponto de referência das suas ações, nem uma esperança para o futuro (cf. 2, 1-11). Se não estivermos voltados continuamente para a Páscoa, para o horizonte da Ressurreição, é claro que acaba por se impor a lógica do tudo e imediatamente, do possuir cada vez mais.

Como sabemos, a causa de todo o mal é o pecado, que, desde a sua aparição no meio dos homens, interrompeu a comunhão com Deus, com os outros e com a criação, à qual nos encontramos ligados antes de mais nada através do nosso corpo. Rompendo-se a comunhão com Deus, acabou por falir também a relação harmoniosa dos seres humanos com o meio ambiente, onde estão chamados a viver, a ponto de o jardim se transformar num deserto (cf. Gn 3, 17-18). Trata-se daquele pecado que leva o homem a considerar-se como deus da criação, a sentir-se o seu senhor absoluto e a usá-la, não para o fim querido pelo Criador, mas para interesse próprio em detrimento das criaturas e dos outros.

Quando se abandona a lei de Deus, a lei do amor, acaba por se afirmar a lei do mais forte sobre o mais fraco. O pecado – que habita no coração do homem (cf. Mc 7, 20-23), manifestando-se como avidez, ambição desmedida de bem-estar, desinteresse pelo bem dos outros e muitas vezes também do próprio – leva à exploração da criação (pessoas e meio ambiente), movidos por aquela ganância insaciável que considera todo o desejo um direito e que, mais cedo ou mais tarde, acabará por destruir inclusive quem está dominado por ela.

3. A força sanadora do arrependimento e do perdão

Por isso, a criação tem impelente necessidade que se revelem os filhos de Deus, aqueles que se tornaram «nova criação»: «Se alguém está em Cristo, é uma nova criação. O que era antigo passou; eis que surgiram coisas novas» (2 Cor 5, 17). Com efeito, com a sua manifestação, a própria criação pode também «fazer páscoa»: abrir-se para o novo céu e a nova terra (cf. Ap 21, 1). E o caminho rumo à Páscoa chama-nos precisamente a restaurar a nossa fisionomia e o nosso coração de cristãos, através do arrependimento, a conversão e o perdão, para podermos viver toda a riqueza da graça do mistério pascal.

Esta «impaciência», esta expetativa da criação ver-se-á satisfeita quando se manifestarem os filhos de Deus, isto é, quando os cristãos e todos os homens entrarem decididamente neste «parto» que é a conversão. Juntamente connosco, toda a criação é chamada a sair «da escravidão da corrupção, para alcançar a liberdade na glória dos filhos de Deus» (Rm 8, 21). A Quaresma é sinal sacramental desta conversão. Ela chama os cristãos a encarnarem, de forma mais intensa e concreta, o mistério pascal na sua vida pessoal, familiar e social, particularmente através do jejum, da oração e da esmola.

Jejuar, isto é, aprender a modificar a nossa atitude para com os outros e as criaturas: passar da tentação de «devorar» tudo para satisfazer a nossa voracidade, à capacidade de sofrer por amor, que pode preencher o vazio do nosso coração. Orar, para saber renunciar à idolatria e à autossuficiência do nosso eu, e nos declararmos necessitados do Senhor e da sua misericórdia. Dar esmola, para sair da insensatez de viver e acumular tudo para nós mesmos, com a ilusão de assegurarmos um futuro que não nos pertence. E, assim, reencontrar a alegria do projeto que Deus colocou na criação e no nosso coração: o projeto de amá-Lo a Ele, aos nossos irmãos e ao mundo inteiro, encontrando neste amor a verdadeira felicidade.

Queridos irmãos e irmãs, a «quaresma» do Filho de Deus consistiu em entrar no deserto da criação para fazê-la voltar a ser aquele jardim da comunhão com Deus que era antes do pecado das origens (cf. Mc 1,12-13; Is 51,3). Que a nossa Quaresma seja percorrer o mesmo caminho, para levar a esperança de Cristo também à criação, que «será libertada da escravidão da corrupção, para alcançar a liberdade na glória dos filhos de Deus» (Rm 8, 21). Não deixemos que passe em vão este tempo favorável! Peçamos a Deus que nos ajude a realizar um caminho de verdadeira conversão. Abandonemos o egoísmo, o olhar fixo em nós mesmos, e voltemo-nos para a Páscoa de Jesus; façamo-nos próximo dos irmãos e irmãs em dificuldade, partilhando com eles os nossos bens espirituais e materiais. Assim, acolhendo na nossa vida concreta a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, atrairemos também sobre a criação a sua força transformadora.

Vaticano, Festa de São Francisco de Assis, 4 de outubro de 2018.

 Franciscus

 

Oração para a Quaresma

 

 

 

 

 

Eis-me diante de Ti Senhor,

obrigado pela graça de mais um tempo favorável à minha conversão.
Ajuda-me a vive-lo no segredo onde me vês, me amas e me esperas.

Sei que as coisas exteriores têm a sua importância.
Mas quero vive-Ias na tua presença.

Ensina-me a distinguir o essencial do supérfulo para saber viver bem a Quaresma.

Que os pensamentos, atitudes e acções que tomar neste tempo
e em toda a minha vida me conduzam a Ti e ao amor aos irmãos.

Que a oração, o jejum e a caridade fraterna; me ensinem a viver na humildade do amor.

Infunde em mim o Espírito Santo para que me guie durante esta Quaresma.

Amen.

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